Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Palhaçaria alcança 27 unidades do SUS em Curitiba e região

Projeto De Nariz para Nariz realizou 362 intervenções e envolveu quase 40 mil pessoas entre abril de 2025 e julho de 2026.

Palhaçaria alcança 27 unidades do SUS em Curitiba e região

O projeto De Nariz para Nariz levou apresentações de palhaçaria a 27 unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) de Curitiba e da Região Metropolitana. Criada durante a pandemia da covid-19 pela Associação Nariz Solidário, a iniciativa alcançou quase 40 mil pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde nos últimos 14 meses.

A terceira edição terminou após ações em hospitais, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba, Campo Largo e Fazenda Rio Grande. Desde o início do projeto, mais de 200 mil pessoas foram atendidas. Uma quarta rodada está prevista para os próximos meses.

Entre abril de 2025 e julho de 2026, os artistas fizeram 362 intervenções em espaços de urgência, emergência e saúde mental. Participaram 60 palhaços, entre profissionais contratados e voluntários, em atividades gratuitas. As equipes percorrem enfermarias, corredores, salas de espera e setores de atendimento para oferecer acolhimento a quem está nas unidades.

Atualmente, o trabalho ocorre toda semana em CAPS, UPAs, no Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns e no Hospital Infantil Waldemar Monastier, na Região Metropolitana de Curitiba. Para Alboni Izabel, técnica em enfermagem, a chegada dos artistas é esperada por mães e crianças: “As mães e as crianças ficam muito felizes e criam uma expectativa, esperando a hora em que eles chegam para brincar”.

Humanização no atendimento

A palhaçaria está alinhada aos parâmetros da Política Nacional de Humanização do SUS, a HumanizaSUS, que propõe espaços de acolhimento, diálogo sensível e solidariedade. A atividade lúdica tem presença especialmente marcante entre crianças e em situações pré e pós-operatórias ou de internação.

O projeto também alcança as equipes de saúde. Izabel relata que as brincadeiras podem mudar o clima do trabalho: “Às vezes, a gente está mais triste, eles chegam, fazem uma brincadeira e trazem alegria para nós também”.

A prática enfrenta resistência de profissionais preocupados com possíveis interferências no tratamento ou com comportamentos inadequados. Para preparar os participantes, a Associação Nariz Solidário oferece formação aos voluntários com integrantes que têm experiência em Artes Cênicas, Teatro e Palhaçaria Hospitalar. O projeto é viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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