Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Anjo-do-mar nada sem concha e caça caracóis no plâncton

O molusco usa parapódios para nadar e estruturas especializadas para alcançar o corpo de caracóis protegidos pela concha.

A estratégia de alimentação do anjo-do-mar depende de uma combinação precisa de cones bucais, ganchos e rádula. Quando encontra um caracol planctônico, o molusco posiciona a presa e alcança as partes moles que ficam dentro da concha.

Apesar da aparência translúcida e do tamanho reduzido, o animal é um predador especializado. Ele pertence ao gênero Clione, que inclui a espécie Clione limacina, e vive na coluna d’água, onde integra o plâncton de mares frios, incluindo áreas do Ártico e do Atlântico Norte.

Uma natação feita com o próprio corpo

O anjo-do-mar não tem concha na fase adulta. As estruturas que lembram asas são parapódios, expansões musculares que se movimentam de forma alternada e produzem impulso. Elas também ajudam a manter o animal na posição adequada durante a aproximação da presa.

Esse nado é uma modificação do pé característico dos moluscos. Contrações coordenadas permitem mudar de direção, enquanto o corpo leve e gelatinoso reduz a necessidade de sustentação. A transparência deixa partes dos órgãos internos visíveis.

Como a captura acontece

Ao encontrar um caracol adequado, o anjo-do-mar abre a região da boca e projeta cones bucais semelhantes a tentáculos. Essas estruturas seguram e manipulam a presa, além de ajudar a orientar a abertura da concha.

Depois, ganchos alcançam o interior do abrigo calcário. A rádula, uma faixa raspadora com pequenos dentes, raspa e puxa os tecidos. Movimentos repetidos podem retirar as partes moles do caracol, que são ingeridas enquanto a concha é abandonada.

A captura não é automática. Correntes, diferenças de tamanho e movimentos defensivos podem separar os animais, e o encaixe pode exigir várias tentativas.

Presa especializada

Os anjos-do-mar se alimentam de borboletas-do-mar, pequenos caracóis planctônicos que mantêm a concha. Algumas espécies demonstram preferência por presas do gênero Limacina. O predador pode perseguir, capturar e girar a concha até encontrar uma posição que permita alcançar o corpo protegido.

Essa relação é estudada por pesquisadores interessados em locomoção, redes nervosas e relações ecológicas no plâncton. O corpo transparente facilita a observação de músculos e órgãos em funcionamento, enquanto a dependência de caracóis com concha ajuda a acompanhar mudanças nas cadeias alimentares dos mares frios.

O anjo-do-mar não caça peixes nem representa perigo para pessoas. Sua aparência delicada e seu modo eficiente de capturar uma presa específica são características de um molusco adaptado à vida em mar aberto.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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