BULLI — Chris Robinson e Caitlin Holme estão há mais de dois anos tentando viabilizar uma casa industrializada em um terreno comprado para ficar perto da família. Enquanto o projeto não avança, o casal precisa pagar ao mesmo tempo o financiamento do lote e o aluguel do imóvel onde mora.
A proposta previa a instalação de uma residência ao lado da irmã de Caitlin. O terreno já tinha uma construção nos fundos, e a intenção era dividir formalmente a propriedade. Para tentar superar o impasse, os proprietários contrataram um urbanista e fizeram a subdivisão do imóvel, mas os avaliadores municipais mantiveram a recusa.
O enquadramento usado pelo município
O conselho municipal de Wollongong considerou que a existência de duas estruturas transportáveis no mesmo lote se enquadra na definição estadual de condomínio manufaturado. Pela legislação, esse tipo de atividade só pode ser autorizado em áreas destinadas a parques recreativos.
Como o terreno está em uma zona residencial urbana comum, a prefeitura não tem autoridade para conceder a licença. A regra também não diferencia, de acordo com o texto, moradias modulares permanentes de estruturas móveis associadas a habitações temporárias.
Exigências para casas pré-fabricadas
A aprovação de projetos desse tipo passa por critérios como a compatibilidade com o zoneamento, a conexão às redes de saneamento e energia elétrica e a distância mínima entre as edificações no mesmo terreno.
Os métodos de montagem industrial podem permitir a construção de residências com mais velocidade e economia, mas a falta de parâmetros claros dificulta a distinção entre projetos com fundações definitivas e estruturas móveis. Além disso, diferentes municípios adotam interpretações próprias para ocupações duplas no mesmo endereço.
Mudanças em discussão
Diante da crise imobiliária, autoridades discutem reformas para acelerar o licenciamento residencial. A proposta é avaliar as casas pelo cumprimento de padrões estruturais, sem criar distinções baseadas no processo de fabricação.
Enquanto as mudanças não entram em vigor, compradores e projetistas continuam enfrentando obstáculos para tirar do papel projetos pré-fabricados. No caso do casal, a tentativa de aproximar a família e reduzir os custos habitacionais permanece condicionada à revisão do enquadramento aplicado ao terreno.







