PEQUIM — A China reafirmou o apoio a Cuba na defesa de sua soberania e na manutenção de um caminho de desenvolvimento socialista, durante o aniversário de 66 anos das relações diplomáticas entre os dois países.
Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, afirmou que Pequim continuará apoiando Cuba mesmo diante de mudanças no cenário internacional. “A China, como sempre, apoiará firmemente Cuba”, disse Guo, ao mencionar também a oposição à interferência estrangeira.
Cuba foi o primeiro país latino-americano e caribenho a reconhecer a República Popular da China, em 28 de setembro de 1960. Antes disso, em 2 de setembro de 1960, Fidel Castro havia convocado o rompimento de relações com Taiwan diante de mais de um milhão de cubanos.
Ajuda durante a crise
O governo chinês vem oferecendo doações de alimentos, apoio energético e recursos financeiros a Cuba em meio ao agravamento da crise provocada pelo bloqueio estadunidense contra a ilha.
Em janeiro deste ano, enquanto Cuba recebia o primeiro lote de uma doação de 30 mil toneladas de arroz, a China anunciou outras 60 mil toneladas do grão e US$ 80 milhões, equivalentes a mais de R$ 418 milhões, para a compra de equipamentos elétricos.
O anúncio foi feito pelo embaixador chinês em Havana, Hua Xin, ao presidente Miguel Díaz-Canel, no Palácio da Revolução. O primeiro lote da nova doação saiu do Porto de Xangai em 19 de março. Uma remessa de 15 mil toneladas chegou ao Porto de Havana em 23 de maio, e outra, com a mesma quantidade, desembarcou em 13 de agosto.
Em setembro, Cuba recebeu ainda 5 mil sistemas solares fotovoltaicos para residências e centros públicos de áreas rurais afastadas. As remessas anteriores, enviadas em novembro de 2025 e agosto deste ano, foram destinadas a centros de saúde, creches e instituições de assistência social. As doações integram um programa para instalar 92 parques solares, com capacidade total de 2 mil megawatts.
Relação bilateral
A celebração oficial ocorreu em 23 de setembro, no Centro de Intercâmbio Cultural China-América Latina, em Pequim. Qiu Xiaoqi, representante especial do governo chinês para os assuntos da América Latina e do Caribe, reiterou o apoio à soberania e à segurança nacionais de Cuba.
Na ocasião, Qiu afirmou: “China e Cuba são bons amigos, bons companheiros e bons irmãos”. O embaixador cubano na China, Alberto Blanco Silva, disse que a relação bilateral se apoia na confiança política, na solidariedade e na defesa dos projetos sociais dos dois países.
Também em Nova York, Han Zheng, vice-presidente chinês, pediu ao “país em questão” que interrompa a ameaça de força contra Cuba e suspenda o bloqueio e as sanções contra a ilha.







