China e Estados Unidos negociam uma redução recíproca de tarifas que podem alcançar US$ 30 bilhões (cerca de R$ 174 bilhões) em produtos. A informação foi divulgada na quinta-feira (10) por Huang Ling, porta-voz do Ministério do Comércio da China, antes da visita do presidente Xi Jinping a Washington, prevista para o dia 24, segundo a imprensa estadunidense.
As equipes econômicas e comerciais dos dois países trabalham para cumprir o consenso firmado pelos chefes de Estado em maio, em Pequim. A intenção, de acordo com Huang, é colocar os cortes em vigor “o quanto antes”.
O intercâmbio comercial entre China e Estados Unidos somou 2,76 trilhões de yuans (cerca de R$ 2,4 trilhões) de janeiro a agosto deste ano. O valor representa crescimento de 1,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme dados da Administração Geral de Alfândegas.
Sanções continuam durante as negociações
Apesar das conversas sobre tarifas, os Estados Unidos mantiveram novas medidas contra empresas e produtos chineses. Em 31 de julho, o Departamento de Segurança Interna dos EUA incluiu mais de 40 entidades da China na lista da chamada Lei de Prevenção do Trabalho Forçado Uigur. A decisão ocorreu após uma videoconferência entre os principais negociadores comerciais dos dois países.
O Ministério do Comércio da China classificou a medida como “típico ato de coerção econômica” e afirmou que ela prejudica os direitos e interesses legítimos das empresas atingidas e afeta a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais.
Em julho, a Comissão Federal de Comunicações dos EUA adicionou equipamentos robóticos avançados e inversores de energia à relação de produtos proibidos no mercado americano. Em resposta, a China restringiu exportações de drones e componentes para os Estados Unidos e abriu uma investigação de segurança nacional sobre equipamentos de impressão e cópia importados.
O escritório do Representante Comercial dos EUA também impôs tarifas de 12,5% sobre produtos chineses, com base em uma investigação da Seção 301 e na alegação de trabalho forçado. O ministério chinês disse reservar o direito de “tomar todas as medidas necessárias” e pediu a retirada das tarifas.







