Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Deslizamento na fronteira entre China e Nepal deixa 43 mortos e 519 desaparecidos

Desastre destruiu o posto fronteiriço de Jilong; equipes mobilizaram buscas, atendimento a moradores e monitoramento de riscos secundários.

Deslizamento na fronteira entre China e Nepal deixa 43 mortos e 519 desaparecidos

O número de mortos no deslizamento que destruiu o posto fronteiriço de Jilong, na China, subiu para 43. Outras 519 pessoas continuam desaparecidas. O desastre ocorreu em 26 de agosto, após o colapso de uma geleira em Gyirong, também conhecida como Jilong, no condado de mesmo nome, na Região Autônoma de Xizang, ou Tibete.

Os dados foram apresentados em 6, durante uma coletiva na área atingida. Jilong integra a prefeitura de Shigatse, a segunda maior cidade de Xizang. Até 5, mais de 2.500 trabalhadores, 500 veículos e mais de 9 mil conjuntos de equipamentos de busca haviam sido mobilizados. As equipes também realizaram mais de mil voos de drones e lançaram 5,43 toneladas de suprimentos por via aérea. Até 27 de agosto, duas pessoas tinham sido resgatadas com vida.

Resgate e atendimento

Uma das prioridades após o deslizamento foi liberar e reconstruir trechos da Rodovia Nacional G216, única rota terrestre até o posto fronteiriço. Cerca de 500 moradores de dois municípios e cinco vilarejos foram levados para hotéis e pousadas próximas, onde recebem alimentação e atendimento médico gratuitos.

Também foram atendidos 555 turistas que ficaram retidos e 1.720 cidadãos nepaleses na fronteira. Entre os desaparecidos, há 261 estrangeiros de 23 países. As identidades não foram divulgadas publicamente por questões de privacidade e vêm sendo comunicadas por canais diplomáticos às embaixadas dos países de origem.

Equipes recolheram, numeraram e catalogaram 993 objetos pessoais. Em três laboratórios, 60 técnicos forenses coletam DNA, impressões digitais e características físicas para comparação com amostras fornecidas por familiares. Uma central de atendimento 24 horas, em inglês e nepalês, recebeu 509 ligações de familiares estrangeiros.

Monitoramento de novos riscos

Luobu Ciren e Su Pengcheng, pesquisador do Instituto de Desastres de Montanha e Meio Ambiente da Academia Chinesa de Ciências, informaram que o monitoramento ocorre em quatro frentes: o lago de represamento formado pelo desastre; encostas com material residual instável; áreas geológicas nos cinco vilarejos próximos e na Rodovia Nacional 216; e geleiras e lagos glaciais ao redor da zona, acompanhados por satélite e drone.

Até a manhã de 6, mais de 20 especialistas operavam 100 conjuntos de equipamentos e registraram mais de dez pequenos desprendimentos de gelo no canal. A entrada de jornalistas na área precisou passar por avaliação de riscos.

Su Pengcheng apontou três necessidades para aperfeiçoar o acompanhamento desse tipo de ocorrência: ampliar as pesquisas sobre desastres encadeados no Himalaia; criar um sistema integrado de monitoramento por satélite, ar e solo, com menor dependência de equipes em campo; e estabelecer um mecanismo de cooperação transfronteiriça.

O posto fica em um nó histórico da Rota do Chá e Cavalo e da Estrada Tang-Tibet. Nos últimos cinco anos, o local respondeu por 14 bilhões de yuans, cerca de R$ 10,8 bilhões, em comércio. Em 2025, esse volume representou mais de 40% do comércio de Shigatse. Segundo Luobu Ciren, já existem estudos em andamento para retomar as funções do porto.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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