Ruas inteiras podem ganhar tons amarelos, rosas, brancos ou roxos quando os ipês florescem. O efeito é ainda mais marcante porque muitas árvores produzem flores com a copa quase totalmente sem folhas, criando uma mudança visual rápida na paisagem.
Esse processo faz parte do ciclo natural dos ipês e está ligado à seca, à dormência e às características de cada espécie. Como árvores caducifólias, eles perdem as folhas em determinados períodos do ano. A queda costuma ocorrer em fases mais secas ou frias e ajuda a diminuir a perda de água pela transpiração.
Floração varia conforme a região
Com os galhos expostos, as flores ficam mais visíveis. A Fundação Joaquim Nabuco explica que, nessa etapa do ciclo, as folhas dão lugar às flores coloridas. Por isso, um ipê sem folhas não está necessariamente morto ou doente: em muitas espécies, essa aparência antecede a floração.
O período das flores depende da espécie, do clima e da região do Brasil. Em geral, muitos ipês florescem durante a estação seca ou no fim do inverno. O ipê-amarelo costuma florescer entre julho e setembro, enquanto o ipê-branco pode apresentar flores entre agosto e novembro. O ipê-roxo também tem variações regionais. Registros da Embrapa mostram períodos diferentes conforme o estado, e a ESALQ-USP aponta que algumas espécies florescem com a árvore totalmente desfolhada.
Cores, frutos e renovação da copa
Os ipês pertencem principalmente aos gêneros Handroanthus e Tabebuia, da família Bignoniaceae. Dependendo da espécie, podem atingir vários metros de altura e produzir flores amarelas, brancas, rosas, lilases ou roxas. As folhas são compostas e geralmente voltam a surgir depois da floração.
Os frutos costumam se formar em cápsulas alongadas com sementes aladas, que são levadas pelo vento e contribuem para a reprodução da árvore. O ipê também é usado na arborização urbana pelo valor ornamental e pela resistência de algumas espécies.
A duração da florada varia. Em certas regiões, períodos mais intensos permanecem visíveis por aproximadamente uma semana a dez dias, embora chuva, vento e temperatura possam acelerar a queda das flores. Depois, surgem os frutos e, posteriormente, novas folhas, completando outra fase do ciclo anual.







