Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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A história por trás do poste vermelho, branco e azul das barbearias

O símbolo surgiu quando barbeiros também realizavam procedimentos como sangrias, drenagens e extrações dentárias na Europa medieval.

A história por trás do poste vermelho, branco e azul das barbearias

O poste giratório com faixas vermelhas, brancas e azuis, comum na entrada de barbearias, nasceu de uma época em que esses profissionais também realizavam procedimentos físicos invasivos. Na Europa medieval, os barbeiros-cirurgiões atendiam pessoas que precisavam de cuidados imediatos e não tinham acesso a médicos acadêmicos.

Entre as atividades estavam a drenagem de tecidos inflamados, a remoção de dentes comprometidos e a sangria, prática baseada na tentativa de restaurar equilíbrios orgânicos conforme os conhecimentos médicos daquele período. O francês Ambroise Paré começou sua trajetória profissional dentro dessas corporações de ofício.

O que as cores representavam

A faixa vermelha era associada aos fluidos expelidos durante as drenagens e às intervenções com sangramento. O branco remetia às bandagens usadas para estancar os ferimentos. Há registros de que tecidos ensanguentados eram colocados para secar ao redor de mastros externos. Com o vento, eles formavam espirais, uma imagem que teria contribuído para a criação do símbolo cilíndrico.

O azul apareceu mais tarde por diferentes razões. Na Inglaterra, regras dividiram visualmente as atividades: barbeiros passaram a usar listras azuis e brancas, enquanto cirurgiões exibiam peças vermelhas para indicar procedimentos invasivos. Outra explicação relaciona o azul ao sangue venoso, visto como uma representação do sangue desoxigenado.

Os Estados Unidos também ajudaram a popularizar a combinação das três cores, associada à bandeira do país. A repetição desse modelo comercial em cidades de diferentes continentes ampliou a presença do poste nas fachadas.

Elementos do cilindro

O objeto preserva referências aos procedimentos antigos. A haste central seria um bastão de madeira segurado pelo paciente para dilatar vasos sanguíneos durante as intervenções. Na parte superior, uma bacia metálica podia conter sanguessugas usadas no tratamento. Outra bacia, posicionada na base, recebia os líquidos corporais drenados.

Mesmo depois que leis sanitárias proibiram cirurgias em salões de beleza e separaram as profissões, o poste continuou sendo usado. Hoje, as barbearias mantêm o marco giratório como uma referência à história dos barbeiros e às práticas de saúde comunitária de outros séculos.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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