Um peixe-lua (Mola mola) com dois metros e meio de comprimento foi encontrado em uma praia de Marina di Ravenna, na costa italiana. O animal estava próximo à Diga Zaccagnini, onde foi avistado por uma pessoa que caminhava pelo litoral.
A presença do espécime chamou a atenção de moradores e levou ao acionamento de equipes especializadas e biólogos. O peixe tinha formato corporal achatado, não apresentava uma cauda tradicional e possuía nadadeiras longas. O peso estimado era de quatrocentos quilos.
Tentativa de resgate
Dias antes de aparecer na praia, o animal havia sido visto no mar por especialistas do CESTHA. Segundo a equipe, ele nadava de forma desorientada e apresentava dificuldades motoras nas proximidades do litoral.
Os profissionais tentaram conduzi-lo para áreas mais seguras, afastadas da arrebentação. As correntes marítimas e a fraqueza física do peixe, porém, impediram que a operação tivesse resultado. O animal não conseguiu retomar sua rota migratória.
Investigação sobre a morte
Depois da remoção da carcaça, pesquisadores da Universidade de Pádua iniciaram uma investigação para identificar a causa do óbito. O trabalho inclui a análise de tecidos, a busca por sinais de intoxicação ou ferimentos internos e o exame de amostras do estômago.
A necropsia também deve verificar a presença de parasitas e ajudar a avaliar a condição fisiológica do peixe. As informações podem contribuir para o monitoramento da fauna no Mar Adriático e para o estudo da influência das correntes marítimas nas rotas biológicas.
A análise ainda considera possíveis efeitos da poluição sobre o ciclo de vida de espécies pelágicas. O achado é tratado pelos pesquisadores como uma oportunidade de ampliar o conhecimento sobre a vida marinha e as condições dos habitats costeiros.







