Xi Jinping deixou Washington nesta sexta-feira (25) com a renovação da trégua comercial entre China e Estados Unidos até 10 de janeiro. O acordo reduz tarifas recíprocas e mantém suspensos os controles chineses sobre a exportação de terras raras. Não houve, no encontro com Donald Trump, anúncio de concessões feitas pelo líder chinês.
A extensão foi acertada antes da reunião entre os presidentes. Na quarta-feira (23), o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, conversou com o vice-premiê chinês Hê Lifeng. O entendimento firmado na Coreia do Sul, em outubro do ano passado, terminaria em 10 de novembro.
Tecnologia e recepção em Washington
Trump recebeu Xi pessoalmente na base aérea de Andrews. A programação incluiu revista militar, sobrevoo e jantar de gala com Elon Musk, da Tesla; Jensen Huang, da Nvidia; Sam Altman, da OpenAI; e Tim Cook, da Apple.
China e Estados Unidos mantêm posições diferentes sobre o desenvolvimento da inteligência artificial, especialmente quanto ao nível de controle humano nos modelos atuais e futuros. Os presidentes não anunciaram medidas concretas, mas concordaram em estabelecer uma linha direta para tratar de riscos e emergências relacionados à tecnologia.
Trump defendeu que a questão da IA, chamada por ele de “Superinteligência”, permaneça “exatamente como está”. A posição se aproxima do entendimento de Pequim sobre o tema.
Irã e Taiwan na agenda
Xi sinalizou apoio à retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã para colocar em prática o acordo que suspende as agressões no país persa. O pacto foi celebrado no primeiro semestre e, depois, desrespeitado por Washington.
Na sequência, o chanceler iraniano Abbas Araghchi propôs reabrir o estreito de Ormuz em sete dias e retomar as negociações nucleares.
Taiwan também foi discutido. Xi pediu que o governo Trump passe de uma posição de não apoio à independência taiwanesa para uma oposição direta à ideia. Em comunicado, o governo chinês pediu “extrema cautela” no tratamento do assunto.
Trump ainda não indicou mudança nessa política. Um pacote de US$ 14 bilhões em armas foi aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos, mas continua parado.







