Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Ciência

Astronautas podem ter mais fraturas no quadril após longas missões, diz pesquisa

Estudo com dados da NASA aponta limitações no monitoramento atual dos ossos e defende exames mais detalhados para voos prolongados.

Astronautas podem ter mais fraturas no quadril após longas missões, diz pesquisa

Uma pesquisa conduzida por uma pesquisadora da NASA Johnson Space Center, nos Estados Unidos, e outros cientistas encontrou uma taxa maior de fraturas no quadril entre astronautas que passaram mais de 90 dias em missões espaciais. Os registros também apareceram em idades mais jovens do que as esperadas na população em geral.

O estudo reuniu dados acumulados pela NASA e comparou a incidência de fraturas em diferentes períodos. A análise levou em conta a duração do acompanhamento e a idade média dos astronautas. Os pesquisadores, porém, afirmaram que a amostra ainda é pequena, porque as viagens tripuladas de longa duração são recentes e envolvem grupos reduzidos.

A pesquisa também questiona se a avaliação da densidade mineral dos ossos é suficiente para medir os efeitos da microgravidade. Atualmente, a NASA utiliza principalmente a DXA, um exame de imagem que estima a quantidade de minerais, principalmente cálcio, presente no tecido ósseo por meio de dois níveis de energia de raios X.

Esse procedimento ajuda a avaliar a resistência dos ossos e a identificar perda de massa óssea, mas não revela completamente a estrutura interna nem a microarquitetura do tecido. Por isso, os autores defendem que o monitoramento seja ampliado com exames e análises mais detalhados.

A NASA começou mais recentemente a solicitar tomografias dos ossos antes e depois dos voos espaciais. O exame fornece informações sobre diferentes regiões e características ósseas, complementando a avaliação da densidade mineral.

Missões de longa duração

A NASA enviou quatro astronautas para a Estação Internacional Espacial (ISS) na missão Crew-13, na quarta-feira (01). A permanência prevista é de aproximadamente 180 dias. Ao chegar à estação, a equipe encontrou outro grupo que também ficou o mesmo período no local.

As missões têm entre seus objetivos ampliar as pesquisas sobre a Lua e Marte. As iniciativas voltadas para o satélite natural da Terra buscam reunir informações para o avanço das missões Artemis, que pretendem desenvolver uma base lunar humana até 2032.

A menor carga exercida sobre o corpo na microgravidade já é associada à perda muscular e à fragilização dos ossos. Os pesquisadores defendem a busca por exercícios, medicamentos e outros procedimentos capazes de prevenir ou reduzir os danos à saúde óssea durante períodos prolongados no espaço.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5