AMAPÁ — A Petrobras confirmou a presença de petróleo em uma nova zona do poço Morpho, na costa do Amapá. A descoberta ocorreu durante a perfuração em águas ultraprofundas da Margem Equatorial, a cerca de 175 quilômetros de Oiapoque.
A ocorrência fica em uma parte mais profunda do poço, localizado no bloco FZA-M-59, na Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas. No ponto da perfuração, a profundidade do oceano chega a aproximadamente 2,9 quilômetros.
A confirmação foi feita a partir da análise de rochas e de amostras de fluidos retiradas durante os trabalhos. O resultado, porém, ainda não permite saber qual é o volume de petróleo existente nem se a extração poderá ser economicamente viável.
Próximas etapas
As amostras serão examinadas em laboratório e comparadas com os outros dados reunidos durante a perfuração. A Petrobras pretende caracterizar melhor a formação geológica e avaliar o potencial dos recursos identificados.
Os estudos devem considerar a quantidade estimada de óleo, as rochas encontradas, as características dos fluidos e as informações disponíveis sobre a área. Também será analisada a possibilidade de uma futura produção comercial.
Para a Petrobras, o resultado amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da região e acrescenta dados à avaliação dos sistemas petrolíferos e dos recursos da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas.
Licenciamento e debate ambiental
A continuidade das atividades na Margem Equatorial está condicionada ao licenciamento ambiental. A licença emitida em outubro de 2025 permitiu a perfuração do Morpho. Outras perfurações previstas no bloco ainda dependem da análise do Ibama.
A exploração da área é discutida por cientistas, organizações não governamentais e entidades ambientalistas, que mencionam possíveis impactos sobre recifes, manguezais, pesca artesanal e comunidades tradicionais. Também há debate sobre investimentos em petróleo e a transição para fontes de energia com menores emissões de carbono.
A Petrobras afirma que a exploração do bloco faz parte de uma estratégia de longo prazo para ampliar reservas de petróleo e gás e contribuir para o atendimento da demanda de energia do país. A empresa também considera a expectativa de que a produção do pré-sal alcance o pico entre 2034 e 2035 e recue depois desse período.







