A China planeja lançar, a partir do ano que vem, um telescópio capaz de retornar à estação espacial Tiangong para passar por manutenção, receber reabastecimento e ser atualizado. O equipamento será levado ao espaço pela Agência Espacial Tripulada da China (CMSA) e ficará em uma órbita próxima à estrutura principal.
Chamado de Telescópio da Estação Espacial Chinesa (CSST) ou Xuntian, o instrumento terá 15 toneladas. Como acompanhará a Tiangong, os dois equipamentos poderão parecer uma estrela dupla durante a observação do céu noturno.
Um telescópio com campo de visão amplo
Xuntian significa “patrulheiro dos céus”. Embora seja um pouco menor que o Telescópio Espacial Hubble, da NASA, o equipamento chinês terá um campo de visão 300 vezes maior. A previsão é que, ao longo de sua missão de dez anos, ele produza imagens de altíssima resolução e mapeie cerca de 40% de todo o céu.
A possibilidade de acoplamento foi planejada para simplificar as operações de manutenção. Com o telescópio conectado à estação quando necessário, a China pretende evitar missões de reparo extremamente complexas e arriscadas no espaço, um desafio histórico para instrumentos como o Hubble.
Expansão da estação
A própria Tiangong também deverá crescer, com a adição de novos módulos e painéis solares. O plano é modificar o formato atual, que lembra a letra “T”, para uma configuração de “T duplo”, além de dobrar sua massa total para cerca de 180 toneladas.
Astronautas chineses já realizaram caminhadas espaciais recentes para reparar painéis e instalar refletores contra lixo espacial. Essas melhorias garantem a estabilidade elétrica necessária para a chegada dos novos módulos.
Quando a Estação Espacial Internacional (ISS) for desativada, por volta de 2030, a Tiangong se tornará a maior estrutura humana no espaço. Atualmente, a estação chinesa pode ser observada com telescópios simples ou binóculos e, em momentos favoráveis, até a olho nu.







