RIO DE JANEIRO — O artista plástico Rodrigo Cass morreu aos 43 anos após um afogamento acidental na Praia de Copacabana. A morte ocorreu na noite desta quinta-feira (17), conforme comunicado divulgado pela galeria Fortes D’Aloia & Gabriel, que representava o artista.
Paulistano, Cass mantinha uma trajetória ligada à arte contemporânea brasileira e era representado pela galeria havia catorze anos. Em 2026, apresentou a exposição individual Geometria Sensível em Portugal. Uma de suas obras está em cartaz desde o último sábado (12) no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP).
Cass viveu e se formou no âmbito da ordem carmelita. Essa experiência esteve relacionada à maneira como investigava a abstração, tratando a cor e a forma como caminhos para explorar dimensões espirituais e temas ligados ao sagrado.
Pesquisa com matéria, vídeo e transformação
O trabalho do artista reunia concreto, fibra de vidro e linho, além de incluir a produção de vídeos. Nessas obras, as imagens eram projetadas sobre suportes escultóricos. Ações repetitivas, organizadas em cadência medida, mostravam materiais se transformando, acumulando-se, desgastando-se ou sendo recombinados.
A pesquisa também incluía relevos, fotografias e videoesculturas. De acordo com a Fortes D’Aloia & Gabriel, o concreto sobre linho ocupava uma posição central na produção de Cass. A galeria também destacou a relação de sua obra com a iconografia católica clássica, a tradição neoconcreta brasileira e a repetição corporal da performance.
No comunicado, a galeria informou que Cass era ex-seminarista e tinha forte dedicação à religião. A mensagem também prestou solidariedade à mãe do artista, Cacilda; aos irmãos, Robson e Rosângela; aos sobrinhos; e ao companheiro, Paulo.







