Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Gordura no fígado pede atenção ao metabolismo e ao risco cardiovascular

A esteatose pode ser silenciosa e também aparecer em pessoas magras; avaliação deve considerar glicemia, colesterol e outros indicadores.

Gordura no fígado pede atenção ao metabolismo e ao risco cardiovascular

A identificação de gordura no fígado pode ser o ponto de partida para uma avaliação mais ampla da saúde metabólica. A esteatose hepática nem sempre causa dor, cansaço ou outros sinais perceptíveis e, em muitos casos, aparece por acaso em exames de rotina.

O Ministério da Saúde estima que cerca de 30% da população apresente a condição. Ela é frequentemente associada a obesidade, diabetes, resistência à insulina, colesterol elevado e outros fatores de risco que também podem contribuir para problemas cardiovasculares.

Para o endocrinologista Rafael Suhett, a descoberta não deve ser analisada apenas pelo funcionamento do fígado. “A gordura no fígado não deve ser vista apenas como um problema do fígado”, afirma. A orientação é avaliar o paciente de maneira integral, considerando aspectos como pressão arterial, glicemia, colesterol, triglicerídeos, peso e histórico familiar.

O que a ausência de sintomas pode esconder

A falta de sinais faz com que a esteatose permaneça desconhecida por bastante tempo. Dados do Datafolha mostram que 62% da população brasileira ficariam muito ou extremamente preocupados ao receber esse diagnóstico. Ao mesmo tempo, 61% dos entrevistados nunca fizeram ou não sabem quais exames detectam a condição.

Mesmo sem sintomas, a esteatose pode evoluir, em alguns casos, para inflamação do fígado, fibrose, cirrose e, em situações avançadas, câncer de fígado. A ausência de desconforto, portanto, não indica necessariamente que não haja necessidade de investigação.

Pessoas magras também podem apresentar esteatose

O excesso de peso é um fator associado, mas não é o único. Pessoas que não estão acima do peso também podem ter gordura no fígado quando apresentam resistência à insulina, diabetes ou aumento da gordura visceral.

A análise deve incluir mais do que o número mostrado na balança. Circunferência abdominal, composição corporal, glicemia, colesterol, triglicerídeos e histórico familiar também entram na avaliação.

Tratamento depende do perfil de cada paciente

Medicamentos usados contra a obesidade, como a semaglutida, podem fazer parte da discussão sobre o controle de alterações metabólicas ligadas ao excesso de peso. No entanto, o tratamento da esteatose não deve ser reduzido ao uso de remédios. A estratégia pode envolver alimentação, atividade física, controle do peso e acompanhamento médico.

Durante o Setembro Vermelho, a relação entre fígado e coração ganha atenção porque a esteatose pode indicar a necessidade de investigar outros fatores de risco. “Controlar peso, glicemia, pressão, colesterol e outros fatores de risco” pode ajudar a proteger o fígado e reduzir o risco de complicações metabólicas e cardiovasculares, segundo Rafael Suhett.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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