Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Coaf aponta repasse extra de Vorcaro para filme sobre Bolsonaro

Novo depósito de US$ 1,6 milhão teria sido enviado ao fundo que administrava os recursos da produção nos Estados Unidos.

Coaf identifica que Vorcaro repassou R$ 8 milhões extras para produção de filme sobre Bolsonaro
Foto: Jornal Nacional/Reprodução

O Coaf, Conselho de Controle de Atividades Financeiras, detectou um repasse adicional de US$ 1,6 milhão feito por Daniel Vorcaro ao fundo encarregado de administrar, nos Estados Unidos, os recursos do filme “Dark Horse”.

Conforme a reportagem publicada pela revista “Piauí”, Daniel Vorcaro enviou mais de US$ 1,6 milhão, em 16 de setembro de 2025, ao Havengate Development Fund. Com sede no Texas, nos Estados Unidos, o fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado e amigo de Eduardo Bolsonaro, que também mora no Texas.

Dados do Coaf presentes no inquérito da Polícia Federal confirmaram o depósito. O órgão acompanha operações financeiras. O envio ocorreu oito dias depois de Flávio mandar uma mensagem ao banqueiro para cobrar parcelas atrasadas destinadas ao financiamento de “Dark Horse”, filme que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, já declarou que os recursos depositados no Havengate foram enviados depois à produtora Go Up, responsável pela obra. No entanto, a informação sobre a transferência de setembro, divulgada nesta terça-feira (1º), entra em contradição com o que Flávio disse em entrevista à GloboNews em 2026. Na ocasião, ele afirmou que o último pagamento de Vorcaro tinha ocorrido em maio de 2025, quatro meses antes do registro feito pelo Coaf.

Valores e novos pagamentos

Com a nova transferência, o montante encaminhado por Vorcaro para “Dark Horse” teria alcançado US$ 12,3 milhões, segundo a revista, quantia próxima ao orçamento do filme. Em junho de 2026, a produtora Go Up informou que as despesas somavam US$ 13,393 milhões.

A revista também relata indícios de um pagamento adicional feito por Vorcaro. A publicação menciona uma nova conversa, em 22 de outubro de 2025, entre o publicitário Thiago Miranda, que colaborou na captação de recursos para o filme, e Daniel Vorcaro. Miranda perguntou se as parcelas poderiam ser liberadas, dizendo que, caso contrário, a produção seria interrompida. Vorcaro respondeu que havia liberado mais uma naquele dia. Depois, Miranda afirmou que avisaria os responsáveis e que Flávio também pretendia telefonar.

Em seguida, Vorcaro pediu que Miranda se desculpasse com Flávio pelos “atrasos” nas parcelas. A reportagem não confirma se o depósito de outubro chegou a ser realizado. No mês seguinte, Vorcaro foi preso pela primeira vez.

A Polícia Federal apura se todo o dinheiro foi realmente destinado à produção de “Dark Horse”. Flávio Bolsonaro foi cobrado em várias ocasiões a apresentar comprovantes dos depósitos e das despesas do filme, mas os documentos não foram divulgados.

Nesta terça-feira (1º), o candidato do PL à Presidência voltou a dizer que uma perícia contratada pela produtora não identificou irregularidades nos pagamentos: “Não tem absolutamente nada de errado em um patrocínio privado para um filme privado sobre o presidente Bolsonaro. Não houve nenhuma contrapartida por parte de qualquer autoridade pública, onde eu me incluo. Então, essas questões técnicas, desculpa, têm que perguntar para a produtora, eu não tenho condição de falar”.

A defesa de Thiago Miranda não se pronunciou.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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