SÃO PAULO — O confeiteiro porto-riquenho Antonio Bachour transformou a sobremesa em uma experiência que começa pelos olhos. Suas criações têm formas geométricas, cores intensas e acabamentos detalhados, com aparência próxima à de pequenas esculturas comestíveis.
A proposta pode ser encontrada na Bachour by Mata, primeira casa permanente do chef no Brasil. A loja fica no complexo Mata São Paulo, próximo da Avenida Paulista, e reúne receitas conhecidas internacionalmente e itens desenvolvidos especialmente para o público brasileiro.
Bachour, 51, já foi eleito o melhor confeiteiro do mundo três vezes pelo The Best Chef Awards, prêmio global originário da Polônia. Para ele, o visual é parte da construção do doce, mas não substitui o sabor. “O sabor é o número um”, afirma.
Formas que escondem camadas
Entre os doces mais vendidos está a rosa, feita no formato e na cor da flor. A composição leva bolo de amêndoa, musse de baunilha, geleia de morango e panacota de pistache. A vitrine também tem versões que reproduzem laranja, pera e limão.
A casca colorida é apenas a camada mais visível dessas sobremesas. Por baixo, aparecem musses, geleias, cremes, ganaches, crocantes e diferentes texturas. O resultado depende da combinação entre aparência, técnica e sabor, além de pesquisa e testes para chegar a novas formas.
Apesar do cuidado visual, o confeiteiro não trata os doces como peças feitas apenas para contemplação. A beleza, em sua visão, deve despertar o desejo de comer. “Você precisa fisgar a atenção das pessoas, criar o fator ‘uau’”, diz.
Para Bachour, doces não ocupam o mesmo lugar da comida salgada no dia a dia. São complementares e, por isso, precisam conquistar o público primeiro pela aparência. Depois que o olhar é atraído, a experiência se completa no sabor.







