Lavar o frango cru antes do preparo não higieniza a carne e pode espalhar microrganismos pela cozinha. A orientação da New Zealand Food Safety é evitar essa prática no ambiente doméstico, já que a água corrente não elimina os patógenos aderidos ao alimento.
Quando o jato atinge o frango, pequenas gotas podem carregar bactérias para a pia, a bancada, os utensílios, os panos, as tábuas e as mãos. Esse deslocamento favorece a contaminação cruzada, especialmente quando os microrganismos chegam a alimentos consumidos crus.
Entre os agentes citados está a Campylobacter. A ingestão de microrganismos disseminados durante o preparo pode causar infecções gastrointestinais, com sintomas como cólicas abdominais, febre, diarreia e vômitos. Crianças pequenas, pessoas idosas e indivíduos com o sistema imunológico enfraquecido podem ter complicações mais severas, segundo a Food Standards Australia New Zealand.
Como preparar o frango com segurança
A proteção depende do cozimento adequado. O frango deve atingir temperatura interna de pelo menos setenta e cinco graus Celsius. Um termômetro culinário pode ser colocado na parte mais espessa da peça para acompanhar o aquecimento. O centro também deve perder completamente a tonalidade rosada.
Outra recomendação é passar o frango diretamente da embalagem para o recipiente de preparo, sem colocá-lo sob a torneira. Tábuas usadas para carnes devem ser mantidas separadas das utilizadas para vegetais, reduzindo o contato entre resíduos crus e outros alimentos.
Depois de manusear o frango, é necessário lavar as mãos com sabão e desinfetar as superfícies de apoio. Essas medidas evitam que bactérias presentes na carne sejam transferidas para a pia, os utensílios ou alimentos que não passarão por cozimento.







